Locomotivas deste nosso mundão! - EMD GT46CWM

EMD GT46CWM - Classe 90

Especificações
Tipo de Propulsão Diesel-electrica
Construtor(es) Electro-Motive Division, Londres, Ontario (9001–9031)
EDi Rail, Cardiff (9032–9035)
Modelo Electro-Motive Division GT46CWM
Data de Fabricação       1994, 2005
Total produzido 35
Bitola 1,435 Milímetros (Bitola Padrão)
Comprimento 22 Metros
Peso 165 Toneladas
Combustível Diesel
Modelo do Motor EMD 16-710G3A
Alternador Electro-Motive Division AR11
Motores de Tração Electro-Motive Division D87ETR
Velocidade Máxima 115 km/h (71 mph)
Potência  4.060 hp (3.030 kW)
Carreira
Operatora(s) Freight Corp (Austrália)
Numeração 9001-9035
Atual Proprietário Pacific National (Austrália)
Ainda na Ativa 35 em serviço


Vejam no vídeo abaixo essas potentes locomotiva em ação:

Funicular


Funicular é um carro de cabos que circula sobre trilho; a sua principal função é o transporte de passageiros ou carga ao longo de encostas. Uma linha de funicular é normalmente constituída por dois carros puxados por um cabo de aço, um em cada extremo da linha; partem ao mesmo tempo numa linha única, a meio do percurso a linha divide-se em duas permitindo o cruzamento. O nome deriva do latim, funiculus, diminutivo de funis que significa "corda".

Funicular no Brasil: para vencer a grande altitude da serra do mar de São Paulo sem criar um trecho excessivamente longo, os ingleses da São Paulo Railway adotaram um sistema funicular, o hoje conhecido por Primeiro Funicular da Serra construído em Paranapiacaba, subdistrito de Santo André.

Esse sistema vencia os quase 800 metros de altitude da Serra por meio de 4 planos inclinados, com 10% de inclinação cada plano, totalizando um percurso de 8 quilômetros. A cada plano, a composição trocava de máquina para prosseguir viagem.

Veja abaixo um vídeo do ano de 1988 da Funicular da Serra do Mar quando ainda estava em funcionamento:
 

Veja abaixo um Sistema Funicular um pouco mais moderno, essa é a CairnGorm Mountain
funicular railway
que fica no Reino Unido:
 

Sistema Cremalheira


O Sistema de Cremalheira ou simplesmente Cremalheira, nada mais é que a instalação de um terceiro trilho dentado, entre os dois trilhos normais de uma ferrovia, onde um mecanismo está sob a locomotiva pousa sobre o trilho dentado e nela fica articulado, permitindo que a locomotiva auxilie os trens a vencer terrenos inclinados.

Utiliza-se uma locomotiva especialmente projetada para operar neste tipo de trilho, onde um conjunto de rodas dentadas se engata no trilho ou na cremalheira e permite que a composição consiga subir ou descer terrenos inclinados, ajudando na tração ou na frenagem da composição.


O sistema cremalheira-aderência veio a substituir o sistema funicular, que consistia em subir ou descer as composições por meio de máquinas a vapor fixas em determinados patamares, que puxavam as composições por meio de grossos cabos de aço.

Veja abaixo exemplos de Sistemas Cremalheira, destaque para a operação da MRS Logística que fica localizada na transposição da Serra do Mar, entre Paranapiacaba e Cubatão (SP). Como curiosidade, este sistema de cremalheira da MRS Logística é o único existente no mundo para grande capacidade de transporte (carga), bem como é o único trecho para transporte de cargas no Brasil que utiliza tração elétrica.

 
Locomotiva a vapor.

Operação MRS na Serra do Mar.

 
"Stadler Rail He 4/4 MRS" as novas locomotiva da MRS que operam na Serra do Mar.

Triângulo de Reversão, Pêra Ferroviária e Girador

Triângulo de Reversão: 
É usado para mudar a direção de uma composição, necessitando executar recuos para que a manobra seja feita. Em algumas regiões o Triângulo de Reversão também é conhecido como "Alça".

Veja no esquema abaixo como funciona o Triângulo de Reversão:

Clique na foto se quiser amplia-la.

Pêra Ferroviária: 
É usada para mudar a direção de uma composição, porém diferente dos Triângulos não é necessário a execução de manobra, pois o trem todo entra por uma linha e dá uma volta completa na mesma. As Pêras Ferroviárias são utilizadas principalmente em terminais de cargas e/ou descargas, onde o trem chega carrega e/ou descarrega e já segue viagem sem necessidade de executar manobras para mudar a formação do trem. Veja o exemplo na foto abaixo:
  Clique na foto se quiser amplia-la.

Girador:  
É uma estrutura ferroviária circular, que giram dentro de um círculo com um poço e é utilizada para inverter a direção de uma locomotiva, no seu interior apresenta uma placa giratória que pode ser acionado manualmente ou por motor.

Veja abaixo dois exemplos de giradores:
 Girador Manual

Girador Motorizado

Uma Viagem de Trem a Nova Friburgo: O Passado Manda Lembrança


O vídeo a seguir trata-se da narrativa de uma viagem de trem partindo da estação de Niterói até Nova Friburgo, cidade serrana do Estado do Rio de Janeiro. O relato baseia-se na descrição e impressões de pessoas que fizeram a viagem de trem nesse percurso nos primeiros decênios do século XX. Pesquisa e texto da historiadora Janaína Botelho.

Ferrovia no Quintal de Casa


Você já sonhou em ter uma ferrovia no seu quintal? O sr. Tarcísio realizou esse sonho, e construiu uma mini ferrovia às margens de sua residência! Não está acreditando, então veja a reportagem que a Tv Libertas fez e acompanhe a obra de arte de mais um apaixonado pela ferrovia!!!

Homenagem as mulheres!


As mulheres superam cada vez mais as barreiras da desigualdade entre os sexos e estão se inserindo definitivamente no universo masculino e na ferrovia não poderia ser diferente, apesar de ser minoria, hoje elas já aparecem nos cargos de operações ferroviárias, onde ontem era um universo exclusivamente masculino.

Parabéns guerreiras, não somente pelo dia internacional das mulheres, mas pela determinação e garra de vocês  no dia-a-dia!

Bitolas Ferroviárias


Bitola é a largura determinada pela distância medida entre as faces interiores das cabeças de dois trilhos em uma via férrea.

As ferrovias em todo o mundo adotam várias medidas de bitola, sendo a mais frequentemente usada a de 1435 mm (4 pés e 8½ polegadas), por isso denominada de Bitola Padrão, Bitola Standard, ou Bitola Internacional. Em utilização técnica e normativa esta bitola é designada pelo seu valor nominal 1435 mm, atendendo a que cada bitola constitui em si mesmo um "padrão". 

A popularidade da Bitola Padrão deve-se inicialmente à sua maior utilização nas primeira ferrovias construídas no Reino Unido e, posteriormente, ao uso da mesma nos EUA em função do uso de material rodante britânico, comprado pelas primeiras ferrovias americanas.

As bitolas com medida maior do que a bitola de 1435 mm são consideradas "Bitola Larga", enquanto as de medida menor são chamadas de "Bitola Estreita".

Aqui no Brasil, as bitolas mais comuns são a Bitola Métrica (Estreita), presente em 23.489 km de trilhos e a Bitola Irlandesa (Larga), com aproximadamente 4.050 km.

Em diversos trechos ferroviários no Brasil há a existência de três ou mais trilhos correndo em paralelo em uma única linha, a chamada Bitola Mista, a fim de permitir que trens de diferentes bitolas possam operar no mesmo trecho.



Denominação / Países
1.435mm - Bitola Padrão, usada na Europa, Argentina, Estados Unidos, Canadá, China, Korea, Austrália, Oriente Médio, África do Norte, México, Cuba, Panamá, Venezuela, Peru, Uruguai e Filipinas. Também em linhas de alta velocidade na China e Japão (aproximadamente 60% das ferrovias mundiais);

1.676mm - Bitola Indiana, usada na Índia, Paquistão, Argentina e Chile (aproximadamente 6,5% das ferrovias mundiais); 

1.668mm - Bitola Ibérica, usada em Portugal e Espanha;

1.600mm - Bitola Irlandesa, usada na Irlanda, Austrália e Brasil;

1.524mm - Bitola Finlandesa, antiga Bitola Russa, usada na Finlândia;

1.520mm - Bitola Russa, usada na Rússia, Estônia, Lituânia, Mongólia (aproximadamente 17% das ferrovias mundiais);

1.067mm - Bitola do Cabo, usada na África do Sul e Central, Indonésia, Japão, Taiwan, Filipinas, Nova Zelândia e Austrália (aproximadamente 9% das ferrovias mundiais);

1.000mm - Bitola Métrica, usada na Ásia, Índia, Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Suíça, Kenia e Uganda (aproximadamente 7% das ferrovias mundiais).

Quer saber um pouco mais sobre bitolas ferroviárias, então clique aqui.